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Postado em 15/07/2019

Linha Mercedes-Benz Sprinter anota crescimento de 66% no 1º semestre

Família de vans, furgões e caminhões lidera o segmento de veículos comerciais semileves de 3,5 a 5 toneladas  
 


Mercerdes-Benz registrou no primeiro semestre expressivo crescimento de 66% nas vendas da linha Sprinter de furgões, vans e caminhões chassi-cabine. Somando as três configurações básicas, de janeiro a junho foram emplacadas 5.419 unidades do modelo. Jefferson Ferrarez, diretor de vendas e marketing de vans, estima vender em torno 10 mil veículos Sprinter este ano, se o ritmo continuar o mesmo, o que resultará em incremento próximo a 20% sobre os 8.299 vendidos em 2018. 

“Os números atuais estão muito acima do que era esperado para o segmento de comerciais leves e large vans, por isso temos confiança de esperar por crescimento maior este ano”, avalia Jefferson Ferrarez.



O diretor explica que o porcentual de crescimento esperado para o ano todo é menor do que o registrado no primeiro semestre porque em 2018 as vendas só decolaram na segunda metade do ano, a partir de agosto, e de agora em diante a base de comparação será mais próxima. Mesmo assim, o mercado total de comerciais semileves – modelos com 3,5 a 5 toneladas de peso bruto total (PBT), onde está inserida a linha Sprinter – deve crescer perto de 30% na avaliação do executivo. 

Segundo ele, a Mercedes avança abaixo dessa média porque vem aumentando sua participação desde 2017, quando retomou a liderança do segmento, que deve ser garantida novamente em 2019, pelo terceiro ano consecutivo. Somadas, todas as configurações da Sprinter têm 35% dos emplacamentos de semileves este ano. 

NOVA SPRINTER NÃO AFETA CRESCIMENTO



A Sprinter vendida no Brasil é fabricada na Argentina, que atualmente trabalha em turno único e envia 85% da produção ao mercado brasileiro. Até o fim do ano deve ser introduzida na região a nova geração do modelo, já lançado na Europa no ano passado. Ferrarez diz que esse fator não vai interferir no crescimento de vendas esperado para este ano. “Reforçamos a produção na fábrica argentina com investimentos e está sendo instalada uma linha paralela para a introdução do novo modelo, que assim não afeta tanto a produtividade atual”, revela. “A maioria dos clientes precisa do veículo agora, para aproveitar o momento de crescimento, não quer esperar pela próxima geração, por isso a demanda segue alta”, afirma. 

O executivo cita que está difícil administrar a ansiedade dos clientes. “Muitos clientes querem o carro para amanhã, mas a procura está tão alta que a espera é de 30 dias a seis meses para entregar, dependendo da configuração”, revela. Hoje 52% das vendas da Sprinter são para frotistas, que têm feito renovações de suas frotas de operações urbanas para reduzir custos e se adaptar às restrições de trânsito para veículos pesados, os outros 48% são consumidores de varejo que compram de um a três veículos – e é nesta fatia de mercado que a Mercedes identifica o maior crescimento da demanda, principalmente para aplicações de transporte escolar e turismo, por causa das diversas ações de demonstração que a marca vem fazendo. 

SEGMENTOS



A maior expansão de vendas da linha Sprinter foi observada para as versões chassi-cabine, que representam a menor porção com apenas 15% dos emplacamentos, mas as 799 unidades vendidas no semestre resultaram em crescimento de 93% sobre o mesmo período de 2018. “Não somos líderes neste segmento, mas estamos crescendo, atendendo principalmente clientes que não precisam de tanta capacidade de carga e estão em busca de veículos mais ágeis para entregas urbanas”, explica Ferrarez. Segundo ele, o caminhão Sprinter mais vendido é o mais leve deles, de 3,5 toneladas, que entra na categoria de comerciais leves e pode ser dirigido por motoristas com CNH B. 

As configurações de passageiros também estão crescendo acima da média da família Sprinter. Representam metade das vendas da linha e tiveram incremento de 67% com 2.634 veículos emplacados de janeiro a junho, garantindo a liderança da Mercedes no segmento de large vans. A versão mais vendida é a de 10 lugares e cerca de 6% são para aplicações de transporte escolar. 

No segmento de furgões estão 35% das vendas da Sprinter, que é vice-líder do segmento com 1.986 unidades vendidas e crescimento de 58% ante o primeiro semestre de 2018. Os modelos mais procurados são os de 10 e 14 metros cúbicos. 

FATORES DE CRESCIMENTO



Para além dos fatores econômicos como inflação e juros e controlados, maior facilidade de crédito com taxas baixas e crescimento da confiança do consumidor, Ferrarez destaca que o crescimento das vendas da linha Sprinter também é sustentada pelas diversas ações que a Mercedes vem fazendo junto aos clientes, como participação em feiras, promoção de mais de 20 eventos de demonstrações do produto (a fábrica tem uma frota de 22 veículos para isso) e oferta de planos especiais de financiamento e consórcio. Este ano o Banco Mercedes-Benz já aumentou 66% o número de unidades Sprinter financiadas. 

“Com todas essas ações ganhamos novos clientes que vieram da concorrência depois de conferir a qualidade e segurança do nosso produto”, diz o executivo. Ele destaca, por exemplo, a oferta de série em toda a linha Sprinter de controle eletrônico de estabilidade com correção de vento lateral. “Depois que o cliente testa ele se convence a comprar”, conta. 

A Sprinter não é o modelo mais barato do segmento, mas Ferrarez diz que os preços subiram abaixo da inflação nos últimos anos, apesar da pressão exercida pelo dólar sobre a linha que é 100% importada da Argentina. 

A linha Sprinter tem atualmente 60 versões e configurações possíveis, o que aumenta bastante a complexidade de produção para atender a demanda aquecida. As vans, furgões e caminhões da família são montadas sobre três chassis: 313 CDI Street (PBT de 3,5 t), 415 CDI (PBT de 3,88 t) e 515 CDI (PBT de 5 t).


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