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Postado em 05/10/2020

Fenabrave melhora pouco projeção de vendas em 2020

Associação prevê queda de 29% para veículos leves, 15% para caminhões, 33% para ônibus e 17,7% para motos

PEDRO KUTNEY, AB

Após cinco meses seguidos de recuperação das vendas desde o tombo profundo provocado pela pandemia de coronavírus em março e abril, a Fenabrave, associação que integra os concessionários, revisou pela segunda vez suas projeções para 2020. A entidade melhorou moderadamente todas as previsões de emplacamentos para automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos.

Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, justificou as novas previsões com base na aceleração das vendas que vem sendo verificada nos últimos meses. A entidade projeta que o atual ritmo de crescimento deve se manter até o fim do ano, mas aponta que falta de alguns produtos no mercado, especialmente caminhões, pode segurar o ritmo da recuperação.

“A cada mês que passa observamos que o mercado vem retomando os volumes e se readequando ao que se convencionou chamar de ‘novo normal’. Tanto que, apesar de ter o mesmo número de dias úteis de agosto (21), o volume de setembro foi mais elevado”, destaca Alarico Assumpção Júnior.



NOVAS PROJEÇÕES



Em sua primeira revisão de projeções divulgada em julho passado para o mercado automóveis e comerciais leves, a Fenabrave previa queda nas vendas de 37,1% e este mês melhorou a perspectiva projetando retração de 29,4%, para 1,88 milhão de unidades em 2020. A entidade estima recuo maior nas vendas de veículos leves de passageiros (1,55 milhão e -31,5%) e menor no caso de utilitários (329 mil e -17,1%).

Para o mercado de caminhões, a projeção que era de queda de 18,6% este ano agora passou a um recuo menor, de quase 15%, o que resultará em 86,6 mil unidades vendidas. Segundo a Fenabrave, restrições de componentes e ritmo mais lento na produção estão freando o ritmo de recuperação do segmento, que vinha em passo mais acelerado até o meio do ano.

Para as vendas de ônibus a Fenabrave projeta tombo de 33,1%, para 18,2 mil unidades. Apesar de o segmento ter sido o mais afetado pela pandemia com restrições a viagens e receio de se tornar foco de contágio da Covid-19, a queda prevista agora é menor do que a estimada em julho, quando a entidade esperava o emplacamento de apenas 16,5 mil ônibus, o que representaria retração de 39,1%.

O mercado de motos também se aqueceu, mas sofre com a falta de componentes para a produção e de muitos meses de paralisação nas principais linhas de Manaus (AM). Levando esse fator em conta, a Fenabrave projeta queda nas vendas de 17,7% este ano, para 887,3 mil unidades emplacadas – na previsão anterior a entidade estimava tombo bem maior, de 35,8%.


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